Livros de Plínio Junqueira Smith apresentam textos que, ao longo da história, buscaram provar as duas questões

Em meio a uma série de conflitos atuais que envolvem questões religiosas, como a crise entre Israel e Palestina em Gaza, a guerra civil que já dura 46 anos no Sudão, a presença do grupo radical Al Shabab na Nigéria, há um símbolo que transpassa qualquer diferença religiosa: Deus. Unificado, plural, cristão, muçulmano, judeu, sikh, a crença na existência de uma entidade primeira, criadora do universo, acompanha a história da humanidade desde antes da academia de Platão, cerca de 1.400 anos atrás.

Entretanto, aproximadamente 1,6 bilhão de pessoas no mundo não acredita na existência de um ser criador. A Suécia, por exemplo, é o país com a maior quantidade de ateus, agnósticos e não crentes, que correspondem a 85% da população.

Nos livros “10 provas da existência de Deus” e “Dez provas da inexistência de Deus” (São Paulo, Alameda Editorial), Plínio Junqueira Smith, professor de filosofia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), reuniu textos de diversas épocas que problematizam as provas da existência e da não existência de Deus.

Assista entrevista com o autor de “Dez provas da existência de Deus” e “Dez provas da inexistência de Deus”:

Para Plínio, a questão é complexa devido à imaterialidade da questão. “Ninguém se pergunta se uma mesa existe, se um elefante existe, certas coisas se manifestam para nós. No caso de Deus, que é uma entidade que não se manifesta, a gente só pode ficar sabendo eventualmente da sua existência por meio do raciocínio e da reflexão”.

Plínio também esclarece a diferença de teísmo, ateísmo e agnosticismo. “O ateu é aquele que nega a existência de Deus. Mas nem todo mundo nega a existência de Deus”. Há um terceiro grupo, os agnósticos, que engloba aqueles que não chegaram a uma decisão definitiva. Os agnósticos “acreditam que a razão não é capaz de decidir se Deus existe, ou se não existe”.

A coletânea mostra a tentativa de legitimar, ao longo da história, eventuais provas da existência e da não existência de uma figura divina. “Ninguém provou a inexistência de Deus na idade média, mas alguns mostraram a dificuldade – lógicas – das provas oferecidas naquele período, e mesmo no período moderno, sté o século XIX “.

A Criação de Adão, afresco de Michelângelo pintado no teto da capela Sistina, no Vaticano

A Criação de Adão, afresco de Michelângelo pintado no teto da capela Sistina, no Vaticano

A ciência nunca chegou a uma conclusão exata sobre nenhuma das duas hipóteses. A fé existe desde os registros das primeiras civilizações. Por outro lado, as primeiras teorias que tentaram provar a não existência de Deus surgiram na academia de Platão. Entretanto, Plínio ressalta que é importante compreender que não existia o ateísmo como entendemos atualmente, nem havia a separação entre ateus e agnósticos.

Caixa: Dez provas da existência de Deus & Dez provas da inexistência de Deus
Plínio Junqueira Smith e Paulo J. de Lima Piva (Orgs.)
Preço: R$ 78,00 (p. 638)
ISBN: 978-85-7939-137-8
Formato: 21 x 14- Brochura- 0,750 kg

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Fonte: Portal OperaMundi – UOL