Plínio Junqueira Smith, que traduziu antologia poética de Eduardo Lizalde, enaltece efervescência cultural mexicana

Fruto do encontro entre a cultura nativa e efervescência social e política do século XX, a literatura mexicana é uma das mais ricas da América Latina, com nomes consagrados como Octavio Paz e Carlos Fuentes. Esta é a tese do filósofo e professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) Plínio Junqueira Smith. Ele acredita, por outro lado, que a produção literária do México é pouco conhecida, sobretudo no Brasil.

“Temos um contato relativamente muito pequeno com a produção literária mexicana. Lá, existe uma vivência cultural muito rica, fruto do encontro entre o período pré-colombiano – com civilizações que viviam no local antes da colonização espanhola – e a vinda de espanhóis e argentinos para o país durante o século XX. O resultado é uma literatura própria, muito qualificada”, diz Smith.

Para aproximar o público brasileiro da literatura mexicana, Smith decidiu traduzir um dos nomes mais expoentes da poesia do país: Eduardo Lizalde.

“A poesia de Lizalde tem algo que poucas têm: consegue ser, ao mesmo tempo, clara e profunda, refinada e simples. O poeta obtém uma estética muito elaborada sem perder um conteúdo sofisticado. Essa é uma combinação muito rica, ainda mais para poesia”, analisa.

No livro O tigre em casa e caça do tigre, da editora Alameda, Smith selecionou as poesias mais marcantes de Eduardo Lizalde, que tratam de temas mais próximos dos leitores, como amor, política e moral.

“Quando tive contato com a obra de Eduardo Lizalde, achei maravilhoso. Fiquei surpreso como ninguém no Brasil conhecia. Esse foi a motivação para o livro. Também conheci Eduardo Lizalde pessoalmente. Ele ajudou com a tradução e correção da edição em português”, afirma.

Fonte: Portal OperaMundi – UOL